Para que o veículo esteja em bom funcionamento, não basta lavar, encerar e completar o tanque de combustível. Um item importante na manutenção do seu veículo é a troca de óleo regular, sendo responsável pelo desempenho do automóvel, uma vez que a lubrificação adequada reduz o atrito entre as peças dentro do motor, o que garante sua potência e bom desenvolvimento.

Muitos motoristas desavisados não sabem a hora de trocar o óleo do motor, qual óleo lubrificante mais adequado para seu veículo e se são agressivos ao meio ambiente.  Segundo o especialista da TOTAL Lubrificantes do Brasil, Fábio Silva, “o motorista precisa estar atento à importância e o controle da troca do óleo para manter o veículo em boas condições de uso. Sem isso, a saúde do motor corre perigo e prejuízos podem acontecer”, alerta.

Devido a dúvidas recorrentes entre motoristas, o especialista esclarece abaixo as dez principais curiosidades sobre a viscosidade do óleo lubrificante. Muitas afirmações são verdadeiras, enquanto outras são apenas mitos que devem ser desvendados para que o motor seja tratado com toda a atenção que merece e não seja pego de surpresa.

O óleo recomendado pelo fabricante do veículo é sempre a melhor opção na hora da troca.

VERDADE – Sim, pois os fabricantes dos veículo sempre levam em consideração características técnicas importantes a serem seguidas como: viscosidade e o nível de desempenho do lubrificante. A viscosidade do lubrificante está identificada na embalagem, conforme exigência da normativa da SAE – Sociedade de Engenharia Automotiva. Óleos multiviscosos, por exemplo 20W50, são os mais aplicados para motores automotivos. No momento da partida, sabe-se que é essencial que o lubrificante percorra o mais rápido possível todo o motor, pois o maior desgaste do motor, cerca de 75%, ocorrem no neste momento inicial. E esse é um ponto muito importante e desafiador para os fabricantes de óleo. Essa é uma das tendências para os novos projetos, cada vez mais incorporados em lubrificantes, com baixas viscosidades para atender as exigências da redução de consumo de combustível e emissão de gases poluentes. Esse é um dos motivos de seguir as instruções das montadoras, com recomendações de viscosidade. Quanto menor u número indicado na embalagem do produto, menos viscoso é o lubrificante. Outra informação que é de indispensável observação, refere-se ao nível de performance, que é definido pelos institutos específicos, como por exemplo: API (American Petroleum Institute), ACEA (Association des Constructeurs Européens d’Automobiles), ILSAC ( International Lubricants Standardization and Approval Committee).

Aditivos melhoram o desempenho do motor.

VERDADE – Seguindo as regulamentações API/ACEA, os aditivo introduzidos na formulação do produto, melhoram o seu desempenho. Outros aditivos, que são encontrados no mercados, o s chamados “avulsos”, não se aconselha, nem se recomenda sua utilização, na adição com o óleo, pois os produtos de lubrificantes do motor já apresentam aditivos incorporados, balanceados e testados. Qualquer acréscimo ou utilização não recomendada pelo fabricante é de extrema responsabilidade de quem está executando. Como grande maioria dos motoristas é leigo nos processos químicos automotivos, a chance de causar prejuízo ao veículo ou ao motor do mesmo são altas. Na menor das hipóteses, esse desbalanceamento gera borra dentro do sistema, lubrificação ineficiente, inativação do produto, entre outras.

O motor deve estar frio na hora de verificar o nível e quente na hora da troca de óleo.

VERDADE – O recomendado, caso esteja com o veículo em movimento ou ligado, é desligar o carro, aguardar 10 minutos para o óleo voltar ao Caster, e realizar a leitura para que seja precisa com relação ao volume. Já para troca de óleo é favorável que o motor esteja quente, pois desta forma, o produto percorre o motor com mais facilidade e carregue com ele a sujeira para que a troca seja realizada rapidamente. Lembrando que o nível correto do óleo deve estar entre o máximo e o mínimo da vareta, ou seja, não se deve manter o nível próximo a nenhuma das extremidades da vareta. Isso pode prejudicar o sistema pressurizando ele demais e forçando as juntos, caso esteja com o nível muito alto, ou trabalhar a seco, não realizando sua função de lubrificar, evitando assim atritos entre as partes metálicas.

As indústrias fabricantes de óleos lubrificantes devem obedecer a regulamentações, que visam garantir a qualidade e, sobretudo, a pouca agressividade dos produtos ao meio ambiente.

VERDADE – A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), uma de suas funções é regulamentar a produção, qualidade, níveis de desempenho, os óleos básicos e demais legislações referentes ao segmento. Toda empresa fabricante de lubrificante deve seguir essas regulamentações.

Não posso misturar óleo sintético ou semissintético ao mineral.

DEPENDE – Este procedimento só é aceitável em caso de emergência, no entanto, é recomendada apenas em casos de força maior. Os óleos lubrificantes sintéticos ou semissintéticos possuem óleos básicos com características superiores aos óleos minerais. A mistura destes produtos gera um desbalanceamento da formulação e, em alguns casos, alteração ou perda de viscosidade e aditivação, fatores importantes que podem comprometer o desempenho do óleo e causar deficiência de lubrificação no motor.]

Óleo de qualidade não envelhece e pode ser utilizado por muitos anos.

MITO – O período de troca está pré-determinado pela montadora do veículo e informado no manual do proprietário. O que determina a período de substituição é a quilometragem rodada ou prazo do produto no motor do veículo. Quando a troca é determinada pela quilometragem rodada, normalmente, está relacionada com o tipo de condutor e a rotina que ele mais realiza (“cidade/estrada”).  No caso da substituição por prazo dentro do motor vencido, quando o veículo não atingiu a quilometragem estimada pela montadora, também é necessário realizar a troca do óleo, pois o lubrificante oxida-se em contato com o oxigênio e na presença do calor (condições normais dos motores), além de contaminar, faz com que o óleo perca suas propriedades, consequentemente suas funções.

Todos os óleos lubrificantes são iguais e podem ser utilizados em qualquer tipo de motor.

MITO – As características e fórmulas que compõem os óleo lubrificantes são diferentes. As diferenças são mais notórias na viscosidade e no conjunto de aditivos, que estão relacionados ao desempenho do produto. Para cada tipo de motor existe uma especificação de óleo a ser utilizado. O recomendado é sempre verificar as informações apresentadas pelas montadoras no manual do proprietário.

Não existe diferença entre os óleos lubrificantes para carro e moto.

MITO – Como já foi dito, se existe diferença entre óleos lubrificantes para carros, imagine para um sistema de moto. Todos os óleo lubrificantes são formados por óleo básicos e aditivos. Os óleos lubrificantes para carros e motos, seguem a mesma regra, são semelhantes, mas não possuem a mesma aditivação, apesar de serem regulamentados pela mesma norma API. Os óleos lubrificantes para motocicletas possuem uma aditivação especial para atender também uma característica da embreagem, que deve ser lubrificada pelo óleo do motor. Assim sendo, a utilização de óleos lubrificantes de carros em motos, com toda certeza, por exemplo, criar um problema na embreagem.

Posso utilizar qualquer tipo de lubrificante em carros antigos. 

MITO – Presumindo que seu carro clássico esteja com as manutenções em dia, assim como os carros mais atuais, deve-se sempre observar as orientações do fabricante recomendadas no manual do proprietário. Se seu carro anda queimando óleo e esfumaçando, é recomendado utilizar óleos com mair viscosidade, como por exemplo o 20W50. Isso são sinais indicativos de que o motor está com grandes folgas. No entanto, caso o veículo esteja já com alta quilometragem mas não apresenta sinais de queima de óleo ou esfumaçando, recomenda-se manter a indicação da montadora.

Fonte:adaptado de www.revistapubliracing.com.br

Óleo bom é aquele que não baixa o nível e não precisa de reposição e nem fica preto.

MITO – É comum que o nível de óleo lubrificante durante o uso do veículo baixe um pouco, pois no momento da lubrificação dos pistões, uma pequena quantidade de óleo é “queimado” juntamente com o combustível. Essa variação no volume é aceitável em qualquer veículo, no entanto é bom acompanhar essa redução, pois caso esteja fora da faixa limite da vareta do óleo, isso pode ser sinal de alguma falha mecânica no motor e o ideal é procurar um mecânico o quanto antes, e o óleo deve ser reposto. No caso do óleo lubrificante apresentar um aspecto preto, é sinal que sua tarefa está sendo cumprida. Uma das funções do óleo lubrificantes é remover as impurezas do motor e deixá-las imersa no seu líquido. É de extrema importância que a sujeira do motor permaneça no óleo, para que não venha causar problemas futuros e possa ser removidos na troca.

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